quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Resenha O Mythos – O Fim do Mundo é logo ali – M. R. Terci

Sinopse: Tudo começou com sangue e, assim, deve terminar.
O detetive P. Pastore, vulgo Pastor, é um profissional de reputação duvidosa, conhecido por trabalhar para gente da pior espécie na Cidade Baixa. Quem o conhece de perto, sabe que o melhor a fazer é se afastar, sair do caminho desse toxicomaníaco com sérios problemas psicológicos, um homem sem esperanças a meio caminho do suicídio que vê, ouve e sente coisas que só existem nos limites de sua delirante percepção.
Quando uma misteriosa funcionária da embaixada russa o contrata para encontrar sua protegida, a filha do embaixador, tudo muda. Para pior. Seguindo suas pistas, numa infindável trama mitológica, Pastor enlouquece de vez e executa a garota na Baía das Águas Claras.
Preso em flagrante, o detetive é conduzido ao Distrito Amarelo.
Agora Pastore tem apenas uma noite para convencer os investigadores de que o melhor que todos têm a fazer é encomendar a alma a Deus e jogar roleta russa na sala de interrogatórios.

Espero que gostem e fiquem curiosos como eu fiquei. M R Terci é um excelente autor. Amei escrever a resenha, me deixou quase louca, por não consegui parar de ler.
O Mythos – O Fim do Mundo é logo ali – M. R. Terci
Amazon Kindle - 2016
“Quem escreve, deve fazê-lo pela Pátria”. – A frase que dá a tônica e uma das características da obra resenhada de hoje é creditada a Manuel Luís Osório, personalidade histórica do Segundo Reinado (1840/1889), conhecido como o Legendário e também um dos personagens centrais de outro livro de M. R. Terci, Imperiais de Gran Abuelo, que será lançado no ano que vem por uma editora bem conhecida de todos nós.
E aqui está mais uma resenha minha!
Vocês vão amar! Mês das bruxas chegando. O gênero é horror, por isso acabei lendo muito rápido: O Mythos – O Fim do Mundo é Logo Ali, de M. R. Terci. Já sabem não enrolo na leitura quero acabar logo para poder respirar.
O Mythos é um livro surpreendente! Uma volta na montanha russa, tranquilo de início, mas à medida que a leitura se desenvolve, olhos pregados no livro, você não sabe se respira, se lê ou simplesmente olha em volta para ver se ainda está vivo. Admito! Não conseguia parar de ler. Lia nos intervalos do trabalho, em casa, em todo lugar. Minha mente ficou presa nele. Não respirei aliviada até terminar.
Os personagens são de uma riqueza de detalhes que ao longo da história você pensa: “CARAMBA!!!! Não é possível! ” Você segue junto ao personagem principal, desvendando os crimes e a motivação por trás deles. Não preciso dizer que, irremediavelmente, vai se afeiçoando ao detetive Pastore. Sente todas as pancadas que ele recebe como se fosse a sua pele ali. Um lado seu diz: “Se fosse eu já tinha partido dessa cidade”, teria ido embora mesmo, jamais euzinha ficaria ali com o que está acontecendo!
Agora, sem spoiler, vou falar do enredo, movimentos, ações e descrição do livro. Terci me conquistou! Amo esse tipo de leitura, descritiva, sem ser cansativa, até nos mais ínfimos detalhes. No caso do Mythos vi até demais! E uma qualidade na escrita, um livro lindo, perfeito, não deixou em nada a desejar. Vou ler “Deuses Tupiniquis”, sua continuação e um prefácio ao livro 2 de O Mythos. Com certeza a qualidade e beleza da escrita deve ser a mesma.
Recomenda-se esse livro?
Primeiramente, é um livro para quem gosta de leituras que prendem da primeira até a última página, para quem curte uma obra que vicia, que faz pensar nele mesmo quando não esta lendo; ou para quem ama ler e ter assunto para um ano! São tantos detalhes e informações que é difícil imaginá-lo como obra de ficção. São tantas as impressões e sensações vivenciadas no decorrer da leitura, mas mesmo assim tenho tantas perguntas e tantas curiosidades por cada ínfimo detalhe dele. Quero saber tudo! Como ele pensou isso ou aquilo, ou ainda, como conseguiu nos prender junto com o personagem principal nessa trama. Acho que se eu me sentar com o autor, o coitado me expulsa!
Amei o livro recomendo para quem é e também para quem não é fã do horror e suspense, pois, apesar da trama se desenrolar nos dias atuais, o Mythos tem pegada noir, um passeio maravilhoso e nostálgico. O tipo de terror que eu amo, uma sucessão de acontecimentos com ação e velocidade vertiginosas. Eu me senti em um filme, prendi a respiração e nem pisquei para não perder nada! M. R. Terci é incrível, uma criatividade fora do comum. Escreve com beleza e leveza raras no estilo. Algumas passagens vão te deixar com um medo danado, sou medrosa, mas sou mais curiosa, quero saber como terminava. Li tudo, mesmo faltando coragem. Admito! Houve dias em que fiquei com a história na cabeça durante horas após ter parado de ler. Essa é a pegada da obra! Como disse o autor, mesmo que a razão e suas pernas não queiram avançar, sua curiosidade vai te impelir a esses cantos escuros do livro; à confrontar a materialidade súbita do horror cósmico.
Sobre os personagens, como leitora você torce muito por todos, mas, diante do gênero, sabe que alguns já estão condenados. E que mortes! Eu pensava “CARACAS!!!! Que morte! ” Mas logo vinha outra mais sinistra que aquela. Dá para pensar, de onde ele tira tanta coisa? Que cabeça é essa? Que nada se repete, tudo é novo, mesmo sendo o mesmo bairro, mesma cidade, tudo se torna novidade, cada página virada, cada passo que você dá na direção do escuro.
O que me impressionou foi colocar ali toda minha infância pelo avesso. Como assim tem esse personagem!? Opa mais um!!!! Não creio até esse está aqui!! E todos diferentes daquilo que se presumia da obra original e do que eu mesma que eu sabia deles. Terci te odiei muito por acabar com minhas ilusões infantis, mas agradeço de coração por me viciar nos seus livros, e me fazer conhecer mais do Brasil e de nossa cultura, me fazer voltar a sonhar e amar tudo o que há por aqui. “Quem escreve, deve fazê-lo pela Pátria. ” Temos um vasto folclore com muito a descobrir. Com livros como os seus, nossos filhos voltarão a amar o prazer da leitura! 
 
 

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